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Experiência 10 – Sítio Arqueológio

O professor Thiago
Vieira Magalhães, da Escola do Sítio, é o vencedor da 3 edição do Prêmio
Experiência 10
, na categoria Escola Particular. O concurso é uma realização do
projeto Correio Escola Multimídia, do Grupo RAC. O prêmio homenageia educadores
com práticas criativas que, ao abordarem o conteúdo programático, conseguem
utilizar metodologias diferenciadas, além de trabalharem a diversidade
cultural, a inclusão da comunidade e a interdisciplinaridade.

Os vencedores foram
selecionados por um corpo de jurados — especialistas em educação — entre as
experiências apresentadas entre maio e agosto na página do Experiência 10, às
terças-feiras no Correio Popular. A avaliação dos jurados considerou critérios
como o impacto social, a capacidade de mobilização do projeto, a motivação do
professor, a capacidade de servir de exemplo para outras escolas, a relação com
o conteúdo programático e os benefícios culturais.
 

Os projetos têm resultados comprovados.

O Experiência 10
tem como objetivo valorizar as boas práticas educacionais e estimular
professores a inovar atividades e metodologias. Embora o Correio Escola
Multimídia seja voltado ao incentivo da leitura e ao uso de textos
jornalísticos na sala de aula, os projetos concorrentes não necessariamente
precisam usar a mídia. Cerca de 30 professores se inscreveram. Uma avaliação
inicial selecionou os 16 melhores projetos — oito de escolas públicas e oito de
particulares — para as reportagens.

O Projeto

A simulação de uma
pesquisa arqueológica foi a estratégia do professor de história Thiago Vieira
Magalhães para mostrar aos alunos, na Escola do Sítio, como é feito o
levantamento de dados sobre antigas civilizações.

Foi possível também
agregar outras disciplinas e aproximar escola e universidade.

Embora o trabalho tenha sido desenvolvido com os alunos do 6 ano, acabaram
envolvidos os estudantes de 8º ano e as disciplinas de artes, inglês e ciências.
Os alunos do 8º ano, nas aulas de artes, produziram objetos com argila, como
vasos e jarros. Nas peças, foram feitos adornos e registradas mensagens, usando
um alfabeto fictício, concebido pelos alunos com base nos hieróglifos, a partir
de uma sugestão do professor de matemática, que contou a eles a história da
Pedra de Rosetta. Os alunos do 8 ano criaram ainda uma narrativa, segundo a
qual aqueles objetos eram oriundos da Coreia e foram enviados como presentes ao
Egito. Todos os elementos foram pensados: período, personagens e acontecimentos
durante a viagem. Com a ajuda dos funcionários, uma área no quintal foi
delimitada e os artefatos produzidos enterrados. Enquanto isso, os alunos
visitaram o Laboratório de Arqueologia Pública (LAP), da Unicamp. Depois da
visita e de uma palestra, os estudantes do 6 ano se envolveram num desafio:
fazer, com a ajuda de estagiários do LAP, a escavação no quintal da escola, em
busca da história enterrada. A professora de ciências deu aulas sobre o
processo de fossilização, ou seja, como um ser vivo pode passar por um processo
de transformação em mineral e como os diversos materiais são preservados ou se
deterioram com a passagem do tempo.

Após as escavações,
as peças encontradas foram higienizadas e numeradas, como ocorre numa pesquisa
arqueológica. Nesse ponto, entraram as aulas de inglês. A partir do alfabeto
fictício que os alunos criaram, os textos inscritos nas peças foram traduzidos.

Na busca pelos
vestígios, os estudantes conseguiram vivenciar não só a atividade de pesquisa,
mas também as características da história como ciência. Algumas peças
enterradas não foram encontradas e a narrativa ficou com lacunas. Além disso,
foi possível trabalhar a interdisciplinaridade da arqueologia, que necessita de
outros campos, como a análise microscópica de vestígios e a decodificação
linguística.

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